## INTRODUÇÃO
Sanções, apreensões marítimas e narrativas securitárias empurram a crise EUA–Venezuela para um regime permanente de atrito. Longe da retórica heroica ou da mediação formal, Lula atua como operador de contenção, equilibrando condenações ao uso da força com canais discretos junto a Washington e Caracas. Após bombardeios americanos em Caracas e a captura de Nicolás Maduro em janeiro de 2026, o Brasil prioriza a paz regional sem alinhamentos explícitos, defendendo multilateralismo e diálogo.[1][3][5]
## DESENVOLVIMENTO
A crise entre Estados Unidos e Venezuela escalou drasticamente com a operação militar americana em 3 de janeiro de 2026, que incluiu bombardeios em Caracas e a detenção de Maduro, intensificando tensões regionais iniciadas em 2019 por sanções e contestações à legitimidade chavista.[2][3] Lula reagiu com nota oficial condenando a ação como “limite inaceitável” que fere a Carta da ONU, enquanto o chanceler Mauro Vieira enfatizou princípios constitucionais como integridade territorial e direito internacional, oferecendo o Brasil como interlocutor para Trump.[1][3]
Em nota conjunta com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, o Itamaraty defendeu soluções pacíficas sem ingerências externas e pediu ação da ONU para desescalar tensões, preservando a América Latina como zona de paz.[2][3] Lula manteve contatos com figuras venezuelanas como Delcy Rodríguez e priorizou multilateralismo, participando como convidado no Conselho de Segurança da ONU para tratar dos ataques.[3][4] Essa postura reflete pragmatismo: canais abertos com Trump desde outubro de 2025 servem para negociações discretas, evitando rusgas diretas.[4][5]
## ANÁLISE
A diplomacia de contenção de Lula significa navegar um sistema fragmentado, combinando defesa de soberania e não-intervenção com influência nos bastidores, sem credibilidade plena para mediação formal – ignorada pelos EUA sob Trump.[2][5] É uma estratégia de danos limitados: condena retórica à força americana, mas prioriza estabilidade regional e contatos com ambos os lados, distanciando-se do chavismo tóxico politicamente. Riscos incluem percepção de ambiguidade ou insuficiência.[1][5]
## CONCLUSÃO
Lula opera como freio pragmático em meio a atritos EUA-Venezuela, promovendo diálogo e multilateralismo sem confrontos diretos. Perspectivas apontam para contenção de escaladas, mas dependem de avanços internos na Venezuela e disposição americana para negociações discretas.[3][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Lula adota diplomacia de contenção pragmática** após bombardeio dos EUA em 3/1/2026, que capturou Maduro, evitando confronto direto para preservar soberania venezuelana e canais abertos com Trump (abertos em out/2025).[1][2][3]
**Dados/estatísticas:** Fronteira Brasil-Venezuela (Roraima) sob monitoramento, sem incidentes; sanções UE à Venezuela prorrogadas até jan/2027 por violações de DH; declarações conjuntas com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha condenam ação unilateral.[2][4][5]
**Perspectivas diferentes:** Críticos (Gazeta do Povo) veem ambiguidade petista pró-chavismo e risco eleitoral com Congresso conservador; aliados de Lula defendem baixa exposição para evitar rusgas com Trump e desgaste popular; potências como China/Rússia condenam EUA, enquanto Argentina/Paraguai apoiam.[1][4][5]
**Próximos passos:** Diplomacia bilateral nos bastidores para influenciar transição venezuelana, defesa multilateral de soberania na ONU e monitoramento de impactos regionais (narcotráfic