## INTRODUÇÃO
A crise pela Groenlândia explode em pleno 2026, com os Estados Unidos de Donald Trump ameaçando tomar o território autônomo da Dinamarca à força, enquanto europeus enviam tropas para reforçar a soberania da ilha ártica. Reuniões na Casa Branca com o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio falharam em resolver o “desacordo fundamental”, como admitiu a primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, que enviou militares a Nuuk e alertou para o risco de colapso da Otan.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
A tensão escalou após Trump insistir que a Groenlândia é vital para a segurança americana, citando ameaças russas e chinesas no Ártico rico em minerais. Na quarta-feira (14), Dinamarca e Groenlândia reuniram-se em Washington, mas saíram sem acordo, criando um grupo de trabalho para discutir preocupações de segurança dos EUA. A Casa Branca, via porta-voz Karoline Leavitt, afirmou que tropas europeias não mudam a posição de Trump de adquirir a ilha, sem descartar ação militar.[1][3]
Em resposta, a Dinamarca expandiu sua presença militar na Groenlândia “em cooperação com aliados da Otan”. Alemanha, França, Suécia, Noruega, Finlândia e Holanda enviaram contingentes para exercícios conjuntos, reforçando a soberania e preparando uma presença maior da aliança no Ártico. O ministro dinamarquês Lars Løkke Rasmussen chamou a ambição americana de “desnecessária”, enquanto a ministra groenlandesa Vivian Motzfeldt busca cooperação com os EUA, mas rejeita controle externo.[2][3][5]
Historicamente, a base de Thule dos EUA na ilha gera tensões desde a Guerra Fria, mas a retórica atual de Trump aprofunda fissuras transatlânticas.[1]
## ANÁLISE
Essa crise revela o colapso silencioso da ordem atlântica: um aliado da Otan ameaça invadir território de outro membro, questionando o Artigo 5 da aliança. Divergências sobre segurança no Ártico e recursos expõem fraquezas internas, com europeus unindo-se contra os EUA, seu principal financiador. Países da UE alertam que uma ação militar americana destruiria a Otan, enfraquecendo a coesão ocidental ante rivais como Rússia e China.[3][5]
## CONCLUSÃO
Sem acordo, a “Guerra do Gelo” ameaça a estabilidade global, com Trump conciliador mas firme e europeus militarizando a Groenlândia. Perspectivas incluem escalada ou diálogo via grupo de trabalho, mas o risco de ruptura na Otan persiste em um Ártico estratégico.[2][4]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Groenlândia, OTAN e o colapso silencioso da ordem atlântica
**Dados relevantes:** Alemanha, França, Suécia, Noruega, Finlândia e Holanda enviaram pequenos contingentes militares à Groenlândia[2], enquanto Trump ofereceu 6 bilhões de dólares para “comprar” o território[3].
**Erosão institucional:** A crise representa um ponto de inflexão para a OTAN. Líderes europeus alertam que uma ação militar americana contra território da OTAN colocaria em risco o futuro da aliança[2]. O ex-presidente islandês Olafur Grimmson advertiu que as consequências seriam “de uma magnitude nunca antes vista em nossa memória recente”[5].
**Perspectivas divergentes:** Enquanto Trump mantém que nenhuma opção está descartada[1], a Dinamarca classifica a situação como “divergência fundamental”[1]. A ministra groenlandesa Vivian Motzfeldt rejeita controle americano, mas busca fortalecer cooperação[2]. A Casa Branca insiste que tropas europeias não alterarão os objetivos de