## INTRODUÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu abandonar a proposta de dividir o Ministério da Justiça para criar uma pasta exclusiva de Segurança Pública, vendo na ideia uma armadilha política em meio a impasses no Congresso. A decisão, tomada em reunião no Planalto após a saída de Ricardo Lewandowski da pasta, prioriza a manutenção da estrutura atual, evitando custos legislativos de uma PEC travada e críticas diretas ao governo federal sobre violência.[1][2][4][5]
## DESENVOLVIMENTO
A proposta de um Ministério da Segurança Pública remonta à campanha de Lula em 2022, mas foi descartada na transição ao entregar a pasta a Flávio Dino, e agora novamente após Lewandowski. O Planalto avalia que não há bandeiras políticas claras para justificar a mudança, especialmente sem a PEC da Segurança Pública, que enfrenta resistências na Câmara: o relator Mendonça Filho (União-PE) alterou pontos chave, adiando a votação para 2026.[1][3][4]
O cálculo político pesa: criar a pasta no fim do mandato exporia o governo a críticas sobre crime organizado, sem fortalecer a coordenação nacional pretendida contra facções interestaduais. Projetos como o PL Antifacção também foram modificados pela oposição, com aprovações parciais no “texto possível” no Senado.[3][4][6]
Lula agora foca em nomear um novo ministro com perfil técnico-jurídico e articulação política com estados, mantendo a estrutura unificada para evitar derrotas legislativas adicionais.[2][5][6]
## ANÁLISE
A desistência reflete fragilidades do governo na pauta de segurança, principal calcanhar de Aquiles de Lula, com a PEC enfraquecida sinalizando perda de influência no Congresso dominado pela direita. Optar pela estrutura atual evita desgaste eleitoral pré-2026, mas reforça críticas de falta de ação contra o crime organizado, priorizando estabilidade sobre reformas ousadas.[3][4]
## CONCLUSÃO
Lula mantém o Ministério da Justiça integrado, focando nomeação estratégica e articulação com governadores. Perspectivas incluem avanços na PEC pós-recesso, mas sem divisão ministerial, o governo aposta em gestão unificada para mitigar tensões políticas.[1][2][6]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
Governo Lula descartou dividir o **Ministério da Justiça** em pasta exclusiva de **Segurança Pública**, optando por elevar o combate ao **crime organizado** a “ação de Estado” integrada, anunciada em 15/01/2026 após reunião no Planalto com ministros, PF, MPF e Judiciário[1][2][3].
**1. Dados/estatísticas:** Operação no RJ (dez/2025) resultou em **121 mortes** nos Complexos da Penha e Alemão, destacando avanço do crime organizado[5].
**2. Perspectivas diferentes:** Congresso defendia desmembramento, mas Lula viu “armadilha” e adiou PEC em dez/2025 após retirada de poderes federais[5]; Gleisi Hoffmann diz que criação de pasta **não está descartada**, dependendo da PEC[7].
**3. Próximos passos:** Reuniões para detalhar medidas, organizar equipe do ministério, aprofundar cooperação com estados/MP/Judiciário e retomar PEC no Congresso para definir papel da União[2][3][5].
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