## INTRODUÇÃO
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) uma tarifa de 25% sobre toda transação comercial com os Estados Unidos para qualquer país que mantenha negócios com o Irã. A medida, com efeito imediato e “final e irrecorrível”, foi divulgada na rede Truth Social e visa intensificar a pressão econômica contra o regime iraniano em meio a protestos massivos contra a repressão violenta em Teerã, que já deixou mais de 500 mortos e 10 mil presos.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
A decisão de Trump ocorre no contexto de tensões históricas com o Irã, agravadas pela saída dos EUA do acordo nuclear de 2015 (JCPOA) em 2018, durante seu primeiro mandato. Desde então, Washington adotou a “pressão máxima” com sanções para isolar economicamente Teerã, política continuada no governo Biden e agora ampliada com sanções secundárias – que punem terceiros que negociam com o Irã.[1][4] Principais parceiros comerciais do país persa, como China, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Iraque, são os mais expostos, podendo enfrentar perdas bilionárias em exportações para os EUA.[2]
Trump também sinalizou opções militares, afirmando no Air Force One que os EUA analisam “ações muito fortes” contra a repressão iraniana aos protestos iniciados em dezembro. A Casa Branca confirmou que o presidente se reuniu com conselheiros para avaliar medidas, incluindo possíveis intervenções.[1][3] O Irã, integrante dos Brics ao lado do Brasil, responde com violência, enquanto milícias pró-Teerã no Iraque ameaçam os EUA.[1]
## ANÁLISE
Essa tarifa representa uma escalada nas sanções secundárias, forçando nações a escolherem entre comércio com o Irã e acesso ao mercado americano – o maior do mundo. Países como China e Rússia, já sob pressão por outros motivos (Ucrânia), sofrerão mais, potencializando uma reconfiguração geopolítica: o Irã pode aprofundar laços com o “Leste”, enquanto aliados ocidentais enfrentam dilemas econômicos. A ameaça militar adiciona risco de conflito regional.[2][4]
## CONCLUSÃO
A medida de Trump pressiona o regime iraniano em meio a protestos internos, mas pode isolar os EUA de parceiros globais. Perspectivas incluem retaliações comerciais ou escalada militar, com o mundo atento às próximas decisões de Washington.[1][3]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas relevantes:** Brasil exportou US$ 2,9 bi ao Irã em 2025 (superávit de US$ 2,9 bi), com milho (67,9%, 9,1 mi t) e soja (19,3%) liderando; importou US$ 85 mi, principalmente ureia (184 mil t, 2,4% do total).[1][3][7] Principais parceiros do Irã: China (US$ 30,6 bi exportações), EAU (US$ 18,6 bi), Índia (US$ 13,1 bi).[2]
**Perspectivas diferentes:** Trump vê medida como sanção irrecorrível contra instabilidade iraniana (protestos com 600 mortes); analistas alertam para impacto em Brics (China, Rússia, Brasil, Índia) e pressão global em ureia/petróleo via Estreito de Ormuz.[1][2][5] Brasil teme reabertura de tarifas em carne/café, após crise de 2025.[3][7]
**Próximos passos esperados:** Países afetados podem negociar reduções comerciais com Irã ou retaliar; risco de gargalos logísticos e alta em fertilizantes; monitoramento de protesto