## INTRODUÇÃO
O dólar encerrou 2025 com uma queda acumulada de 11,18% frente ao real, fechando em R$ 5,4887 no último pregão do ano, o maior recuo em quase uma década, superando até os 17,8% de 2016.[1][2][3] Iniciando o ano cotado a R$ 6,16, a moeda americana perdeu força ao longo dos meses, impulsionada por políticas de Donald Trump, decisões do Federal Reserve (Fed) e estabilidade relativa no Brasil, beneficiando importadores e reduzindo custos de dívidas externas.[1][4]
## DESENVOLVIMENTO
A desvalorização ganhou força após anúncios de tarifas de importação por Trump em abril, que inicialmente valorizaram o dólar brevemente, mas não sustentaram o movimento devido a hedges cambiais e vendas da moeda.[1] O Fed, sob Jerome Powell – cujo mandato termina em maio de 2026 –, optou por cortes de juros mais cautelosos diante de um mercado de trabalho aquecido e inflação resiliente, dissipando receios de juros altos prolongados nos EUA.[1][2] No Brasil, a entrada de capital estrangeiro e maior estabilidade doméstica contrastaram com incertezas fiscais, enquanto o Ibovespa subiu 33,95% no ano, fechando em 161.125 pontos.[2][3]
Fatores globais dominaram: o dólar caiu 10% ante uma cesta de moedas (DXY), a maior desvalorização desde 1973.[6] Projeções iniciais para 2025 apontavam R$ 5,50 no cenário base, com variações de R$ 5,00 (otimista) a R$ 6,30 (pessimista).[4] Críticas de Trump a Powell como “incompetente” e acordos comerciais EUA-Israel adicionaram volatilidade.[2]
## ANÁLISE
Essa queda de 11% barateia importações, alivia dívidas em dólar e impulsiona o consumo interno no Brasil, mas pressiona exportadores dependentes de um câmbio forte.[1][4] A fraqueza global do dólar reflete vetores opostos, como cortes limitados do Fed e déficits americanos sob Trump, superando riscos fiscais locais.[5] Para 2026, espera-se volatilidade em torno de R$ 5,50, com picos a R$ 5,60 no 3º trimestre devido a eleições brasileiras.[5]
## CONCLUSÃO
2025 marcou a virada do real, com dólar abaixo de R$ 5,50 e Ibovespa em alta recorde.[2][3] Perspectivas para 2026 indicam estabilidade em R$ 5,30-5,60, dependendo de Fed, Trump e eleições no Brasil, com foco em dados de inflação e emprego.[1][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complemento: Dólar em 2025 e Perspectivas para 2026
**Desempenho em 2025**
O dólar acumulou queda de **11,18% frente ao real em 2025**, iniciando o ano cotado a R$ 6,16 e encerrando a R$ 5,4887[1][2]. Trata-se do maior recuo em quase uma década[1]. Globalmente, o dólar também enfraqueceu, com o índice DYX caindo cerca de 10%[6].
**Fatores principais**
A desvalorização refletiu apostas em cortes de juros do Federal Reserve, preocupações com o déficit fiscal americano e incertezas sobre políticas do presidente Trump[2]. Internamente, a força do real foi impulsionada primordialmente por elementos externos, não domésticos[4].
**Perspectivas para 2026**
As projeções divergem conforme cenários:
– **ONE Investimentos**: R$ 5,50 com alta volatilidade associada ao ciclo eleitoral[5]
– **Morgan Stanley**: pico de R$ 5,60 no 3º trimestre, recuperação