## INTRODUÇÃO
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista à GloboNews na noite de 14 de fevereiro que o crescimento da dívida pública brasileira é impulsionado principalmente pelos juros elevados, e não pelo déficit fiscal primário.[1][7] Ele enfatizou que políticas monetárias com taxas altas, herdadas de gestões anteriores, pressionam as contas públicas, enquanto o governo atual busca equilíbrio fiscal para permitir quedas na Selic.[4] A declaração reacende o debate sobre a interação entre política fiscal e monetária em meio a uma dívida que fechou 2023 em R$ 6,52 trilhões.[1]
## DESENVOLVIMENTO
Haddad destacou que a evolução da dívida resulta de fatores como inflação elevada em 2022, desoneração do ICMS e o “calote” nos precatórios pelo governo Bolsonaro, combinados a juros altos.[1][4][7] Em 2023, o déficit primário foi de R$ 230,5 bilhões, mas o ministro projeta redução para 0,48% do PIB em 2025, culpando heranças como o Orçamento de 2023 com rombo previsto de R$ 63 bilhões.[4] A dívida cresceu 3,09% só em dezembro de 2023, atingindo níveis preocupantes, com projeções de alta para 91,4% do PIB em 2025 segundo análises independentes.[3]
O Banco Central mantém juros elevados para conter a inflação acima da meta de 3%, o que agrava os pagamentos de juros da dívida, estimados em patamares reais de cerca de 10%.[2] Haddad critica que tais taxas servem mais ao mercado do que à economia real e aposta em crescimento acima de 2% do PIB em 2024, impulsionado por medidas como o marco das garantias para baratear crédito.[1]
## ANÁLISE
A fala de Haddad transfere responsabilidade pela dívida de déficits atuais para juros altos e legados passados, mas ignora críticas sobre expansão fiscal recente que eleva risco de default e pressiona a Selic para cima.[2][3] Isso pode intensificar atritos com o Banco Central e o mercado, que veem correlação direta entre gastança pública, inflação e juros persistentes, questionando a credibilidade do arcabouço fiscal.[3][5] Significativamente, reforça a necessidade de reformas para romper o ciclo vicioso dívida-juros-inflação.
## CONCLUSÃO
Haddad culpa juros altos pela dívida em alta, defendendo ajustes fiscais para viabilizar cortes na Selic em 2026.[4] Perspectivas incluem pressão por revisão monetária, mas dependem de controle de gastos e crescimento econômico para evitar escalada da dívida rumo a 100% do PIB na década.[3] O debate fiscal segue polarizado.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas:** Dívida bruta subiu para 79% do PIB em nov/2025 (R$ 10 tri), ante 78,4% em out; Tesouro projeta 83,6% em 2026 e pico de 88,6% em 2032. Juros consumiram R$ 87,2 bi em nov/2025 (7,77% do PIB em 12 meses); déficit nominal de 8,13% do PIB.[1][3][5]
**Perspectivas diferentes:** Haddad atribui alta aos juros elevados (Selic alta). Críticos, como economista do UBS, veem desequilíbrio fiscal como causa raiz, exigindo ajuste de 3,5-4% do PIB para estabilizar dívida em ~84% em 2025; sem reformas, risco de crise com juros reais ~8%.[4][6]
**Próximos passos:** Tesouro monitora trajetória ascendente até 2032; governo busca superávits primários > déficits de juros. Analistas cobram ajuste fiscal urgente e limite legal à dívida para sustentabilidade.[1][4][9]
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