## INTRODUÇÃO
Não é apenas petróleo. É o controle dos fluxos energéticos e das rotas continentais da **Nova Rota da Seda**. A crise EUA-Irã, intensificada por protestos massivos no Irã desde o fim de 2025, ameaça diretamente o coração do projeto chinês de desenvolvimento, compromete a arquitetura logística da Eurásia e eleva o risco de escalada nuclear. Com Donald Trump ameaçando intervenções e tarifas de 25% a aliados do Irã, como China e Rússia, o Oriente Médio vira palco de uma disputa existencial entre potências.[1][2][4]
## DESENVOLVIMENTO
Protestos eclodiram no Irã por alta inflação, desvalorização da moeda e custo de vida elevado, espalhando-se por mais de 180 cidades desde dezembro de 2025. O regime de Ali Khamenei responde com **repressão violenta**, resultando em centenas de mortes – relatos chegam a 12 mil – e execuções como a de Erfan Soltani. Trump incentiva manifestantes, ameaça novos ataques após o bombardeio nuclear de junho de 2025 e impõe sanções secundárias, atingindo parceiros como China e Rússia.[1][6][7][8]
Tensões remontam à Revolução de 1979 e ao programa nuclear iraniano, agravadas pela saída dos EUA do JCPOA em 2018. Rússia condena “interferência subversiva” americana, alertando para **consequências desastrosas** regionais e globais. O Irã busca resiliência com parcerias “olhar para o Leste”, integrando-se à Nova Rota da Seda como nó logístico vital para fluxos energéticos chineses.[1][2][3][4]
Intervenção militar direta é improvável, mas sanções e ataques pontuais crescem, com Israel e EUA explorando instabilidade para “mudança de regime”. Queda do regime não é iminente, mas desestabiliza rotas comerciais e eleva preços do petróleo.[3][5]
## ANÁLISE
Isso significa uma **questão existencial para a China**: o Irã é insubstituível na Nova Rota da Seda, diversificando riscos energéticos e terrestres contra coerção ocidental. Captura política de Teerã reconfigura a Eurásia, enfraquecendo Pequim e elevando tensões a disputas nucleares entre potências. EUA visam conter rivais, mas risco de retaliações contra bases e infraestruturas energéticas globais é alto, ampliando instabilidade sem diplomacia.[3][4]
## CONCLUSÃO
A crise EUA-Irã ameaça rotas globais e parcerias chinesas, com protestos internos e pressões externas sem resolução clara. Sem diplomacia, escalada violenta e impactos econômicos globais são prováveis, podendo redefinir o equilíbrio de poder na Eurásia.[2][3][4]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Crise EUA–Irã: O gatilho nuclear do século – decisão estratégica**
Protestos no Irã desde 28/12/2025 já causaram **3.428 mortes** (3.379 manifestantes), com repressão violenta, internet cortada e economia em colapso: inflação de **52%**, rial desvalorizado em **40%** e queda de metade do PIB em 10 anos[1][4][5]. Trump ameaça intervenção militar, evacua bases e impõe tarifas de 25% a parceiros do Irã (China, Índia, Turquia), visando controle energético além do petróleo, ameaçando a Nova Rota da Seda chinesa[1][2][5].
**Perspectivas diferentes**: Ocidente (EUA/Alemanha) vê regime Khamenei nos “últimos dias”; Rússia alerta “consequências desastrosas”; analista iraniano Saeed Lilaz prevê guerra iminente pelo urânio (400kg enriquecido), mas adverte que apoio de Trump enfraquece manifestantes[2][3]. Outros veem revolta real, mas insuflada por EUA/Israel[6].
**Próximos passos**