## INTRODUÇÃO
Promessa central da campanha de 2022, a **reforma do Imposto de Renda** começa a valer nesta quinta-feira (1º), mudando de forma significativa a tributação sobre pessoas físicas no país.[4][8] Sancionada em novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a nova lei **amplia a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês** e cria descontos para rendas um pouco maiores, mexendo diretamente no bolso da classe trabalhadora e da classe média baixa.[1][4][8] Ao mesmo tempo, a reforma aumenta a taxação sobre as **altas rendas**, numa tentativa de tornar o sistema mais progressivo e reduzir desigualdades.[1][2][4] A medida é apontada pelo governo como um passo histórico em direção à justiça tributária e deve alterar a forma como milhões de brasileiros se relacionam com o Leão já a partir deste ano-base.[1][4][6]
## DESENVOLVIMENTO
Com a nova regra, **quem recebe até R$ 5 mil mensais fica isento do IR**, deixando de ter imposto retido na fonte ou a pagar na declaração anual.[1][4][8] Segundo dados do governo, cerca de **15 milhões de brasileiros** serão beneficiados diretamente: aproximadamente 10 milhões deixam de pagar o tributo e outros 5 milhões terão redução no valor devido.[1][4] A lei também prevê **descontos graduais** para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, aliviando a carga sobre a faixa imediatamente acima da isenção.[1][4][8]
Para compensar a renúncia fiscal, a reforma eleva a tributação sobre o topo da pirâmide de renda.[1][2][4] Contribuintes que recebem **mais de R$ 600 mil por ano** passam a pagar uma **alíquota extra progressiva de até 10%**, atingindo cerca de 140 mil pessoas, o equivalente a pouco mais de 0,1% dos declarantes.[2][4][5] Além disso, há **tributação sobre lucros e dividendos remetidos ao exterior, com alíquota de 10%**, medida voltada a atingir principalmente grandes investidores e empresas com operações internacionais.[4]
A reforma se soma a ajustes anteriores na tabela do IR, como a política de manter isento quem ganha até dois salários mínimos, e agora consolida uma mudança estrutural no desenho da tributação da renda no Brasil.[5][7] O governo e a base aliada no Congresso defendem que a lei é **fiscalmente neutra**, isto é, o que o Estado deixa de arrecadar dos mais pobres é compensado pelo aumento sobre os mais ricos.[2][4]
## ANÁLISE
Na prática, a reforma representa uma **transferência de alívio tributário da base para o topo da distribuição de renda**.[2][4] Trabalhadores de baixa renda ganham fôlego no orçamento mensal, o que tende a aumentar o consumo de bens e serviços básicos e a reduzir a pressão sobre o endividamento das famílias.[1][4][6] Ao mesmo tempo, a cobrança adicional sobre altas rendas e sobre lucros enviados ao exterior aproxima o Brasil de padrões internacionais de progressividade tributária, em que quem ganha mais contribui proporcionalmente mais.[2][4] Economistas destacam que a medida não resolve sozinha a complexidade do sistema tributário nacional, mas é considerada o primeiro movimento robusto de **reforma da renda**, após décadas em que o ajuste recaiu majoritariamente sobre os mais pobres.[2][3][4]
## CONCLUSÃO
A entrada em vigor da nova tabela do Imposto de Renda marca uma **mudança estratégica** na política tributária do governo Lula, com foco em aliviar a base da pirâmide e onerar o topo.[1][2][4] Nos próximos meses, o impacto será sentido no contracheque e, mais adiante, nas declarações anuais, enquanto especialistas acompanharão o efeito sobre consumo, arrecadação e desigualdade.[4][6] A forma como o mercado, o Congresso e a sociedade reagirem a esses ajustes deve orientar os próximos passos da agenda de reforma tributária no país.[3][6][7]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
A reforma do **Imposto de Renda** ampliou a **isenção para rendas até R$ 5 mil mensais** e reduziu o imposto para quem ganha até cerca de R$ 7,35 mil.[1][2][3]
**1. Dados/estatísticas relevantes**
– Cerca de **15 milhões** deixam de pagar ou têm redução de IR (10 milhões isentos e 5 milhões com desconto).[1][3]
– A medida integra um pacote que deve beneficiar **cerca de 25 milhões** de contribuintes desde 2023.[1]
– A **carga tributária bruta** ficou em torno de **32,3% do PIB em 2024**, nível historicamente elevado.[5][6]
**2. Perspectivas diferentes**
– Governo: reforça a **justiça tributária**, aliviando baixa e média renda sem impacto fiscal, compensado por taxação de **altas rendas (acima de R$ 600 mil/ano)**.[1][3]
– Críticos: ressaltam **recorde de carga tributária**, aumento de outros tributos e manutenção da defasagem da tabela completa do IR.[2][3][4][6]