# Meta enfrenta investigação chinesa sobre aquisição da startup de IA Manus
## INTRODUÇÃO
A Meta enfrenta um obstáculo regulatório significativo na China. O Ministério do Comércio chinês anunciou que irá avaliar e investigar a aquisição da startup de inteligência artificial Manus, negócio avaliado em aproximadamente US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,7 bilhões)[1][5]. A investigação centra-se em possíveis violações das regras de controle de exportação de tecnologia sensível impostas por Pequim, especialmente considerando que a Manus transferiu sua sede para Singapura antes da venda à empresa de Mark Zuckerberg[2][3]. Esta é uma das operações mais raras de uma gigante tecnológica americana adquirindo uma startup de IA com raízes chinesas, em um contexto de crescentes tensões entre Washington e Pequim sobre tecnologias avançadas[2].
## DESENVOLVIMENTO
O Ministério do Comércio chinês está analisando se a transferência de funcionários e tecnologia da Manus para Singapura, seguida pela venda para a Meta, exigiu uma licença de exportação conforme a legislação chinesa[4]. A Manus, que ganhou destaque no setor de IA chinês após lançar um assistente digital em março de 2025, operava através da Butterfly Effect Pte, sediada em Singapura, enquanto parte de sua tecnologia foi desenvolvida por uma empresa irmã registrada em Pequim[2][4].
A mudança da Manus para Singapura ocorreu após uma rodada de financiamento liderada pela americana Benchmark, o que colocou a empresa sob supervisão do Departamento do Tesouro dos EUA, no contexto de restrições ao investimento americano em inteligência artificial chinesa[2][3]. As autoridades chinesas temem que a relocação de sedes para Singapura seja uma estratégia para contornar a supervisão regulatória, prática também adotada por outras empresas como a Shein[2].
Segundo He Yadong, porta-voz do Ministério do Comércio chinês, empresas que realizam investimentos no exterior, exportam tecnologia, transferem dados ou acordam fusões e aquisições devem cumprir a legislação chinesa[1][5]. O académico chinês Cui Fan, da Universidade de Negócios Internacionais e Economia de Pequim, defendeu que a investigação deve apurar se a Manus desenvolveu tecnologias sujeitas a controlo enquanto operava na China[2][5].
## ANÁLISE
A investigação representa um raro caso de Pequim potencialmente influenciar uma aquisição de uma empresa com raízes chinesas por parte de uma gigante tecnológica americana[4]. Contudo, há sinais que podem favorecer a Meta: as autoridades chinesas não classificam o assistente de IA da Manus como uma “tecnologia vital”, o que reduz a probabilidade de bloqueio direto da operação[3][5]. A revisão encontra-se em estágio inicial e pode não resultar em investigação formal, embora a necessidade de uma licença de exportação pudesse permitir a Pequim influenciar ou até bloquear o negócio em cenário extremo[4]. Este caso reflete a estratégia chinesa de apertar a vigilância sobre transferências de tecnologia, mecanismo similar ao utilizado para impedir a venda forçada do TikTok durante o primeiro mandato de Donald Trump[5].
## CONCLUSÃO
A aquisição da Manus pela Meta enfrenta incerteza regulatória em Pequim, com investigação em fase inicial sobre possíveis violações de controle de exportação de tecnologia. Embora a plataforma não seja classificada como tecnologia vital, reduzindo riscos de bloqueio total, o resultado permanece indefinido. A situação exemplifica as crescentes tensões EUA-China sobre inteligência artificial e a vigilância chinesa sobre empresas que reposicionam operações para contornar regulações locais.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
A aquisição da **Manus**, avaliada entre **US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões**, é apontada como a **terceira maior compra da Meta** desde WhatsApp e Scale AI.[2][3]
**1. Dados/estatísticas relevantes**
– Manus já processou mais de **147 bilhões de tokens** e criou mais de **80 milhões de “computadores virtuais”** em sua plataforma de agentes de IA.[3]
– O negócio ocorre em meio a controles chineses mais rígidos sobre **exportação de tecnologias sensíveis** e investimentos externos em IA.[1][4]
**2. Perspectivas diferentes**
– **Pequim** vê o caso como teste de seus mecanismos de controle de exportação e de empresas que mudam sede para Singapura para driblar regulação.[1][4]
– Analistas ocidentais interpretam a operação como exemplo da **fratura tecnológica EUA–China** e da maior atratividade do ecossistema norte‑americano para startups de IA chinesas.[1]
– Autoridades chinesas indicam, porém, que a tecnologia da Manus pode não ser considerada “vital”, o que reduz a probabilidade de veto.[4]
**3. Pr