## INTRODUÇÃO
A compra da startup de inteligência artificial **Manus** pela **Meta**, avaliada em cerca de **US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões)**, passou a ser analisada por órgãos regulatórios da China, que veem possíveis implicações de segurança nacional e controle de exportação de tecnologia.[1][2] Segundo revelou o *Financial Times*, autoridades de Pequim abriram uma revisão para determinar se a transação, anunciada nos últimos dias de 2025, respeita a rígida legislação chinesa para transferências de tecnologia sensível ao exterior.[1][2] Embora hoje tenha sede em Singapura, a Manus tem raízes chinesas e parte de sua tecnologia foi desenvolvida em uma empresa “irmã” registrada em Pequim, o que acende o alerta de reguladores num momento de maior vigilância sobre exportações de IA.[2]
## DESENVOLVIMENTO
O **Ministério do Comércio da China** confirmou que irá “avaliar e investigar” o enquadramento legal da venda da Manus para a dona de Facebook, Instagram e WhatsApp.[1][2] A pasta afirmou que empresas envolvidas em investimento estrangeiro, exportações de tecnologia, transferência de dados para o exterior e aquisições devem seguir estritamente as leis locais, incluindo eventuais exigências de **licença de exportação**.[1][2] A revisão considera, entre outros pontos, se a transferência de tecnologia e de funcionários da Manus para Singapura, bem como a venda à Meta, configura uma operação sujeita a controles específicos de exportação.[2][3]
A Manus mudou sua sede para **Singapura** antes do anúncio da aquisição, mas continua sendo vista por especialistas como uma empresa de origem chinesa.[1][2] Parte do desenvolvimento de sua plataforma de IA foi realizada por uma companhia relacionada, sediada em Pequim, e seus fundadores são chineses, o que pode enquadrar parte do know-how sob as regras de tecnologia “sensível”.[2] Analistas lembram que Pequim vem apertando o cerco a grupos que transferem operações para fora do país para tentar escapar do escrutínio regulatório, sobretudo em setores estratégicos como IA.[2]
Especialistas em comércio internacional apontam paralelos com a atuação do governo chinês em outros casos, como o uso de mecanismos de controle de exportação na disputa em torno do TikTok durante o primeiro mandato de Donald Trump.[2] A lógica é semelhante: preservar domínio sobre tecnologias consideradas estratégicas e evitar que ativos de alto valor em IA, semicondutores e dados sejam absorvidos por gigantes estrangeiras sem contrapartidas e sem avaliação de risco.[2][3] Apesar disso, fontes citadas pela imprensa indicam que, ao menos por ora, o assistente de IA da Manus não é classificado como “tecnologia vital”, o que poderia reduzir a chance de um bloqueio total do negócio.[2]
## ANÁLISE
A investigação de Pequim insere a compra da Manus pela Meta no centro da disputa global por **soberania tecnológica** e controle sobre a IA. O caso evidencia que, mesmo quando startups migram para jurisdições como Singapura, laços de origem, equipes e propriedade intelectual continuam sob o radar regulatório da China.[2][3] Para a Meta, a revisão pode significar atrasos, imposição de condições ou, em cenário extremo, a necessidade de reestruturar o acordo para atender às exigências chinesas. Para o ecossistema de tecnologia, o episódio reforça que grandes aquisições de IA, especialmente envolvendo players ocidentais e ativos com DNA chinês, tendem a enfrentar um ambiente regulatório mais complexo, com sobreposição de normas de segurança nacional, exportação de tecnologia e proteção de dados.[1][2]
## CONCLUSÃO
A decisão dos reguladores chineses sobre a Manus funcionará como um teste de limites para a exportação de tecnologia de IA desenvolvida na China rumo a grandes grupos estrangeiros. Se a operação for aprovada com restrições, o mercado terá um novo “manual” informal de como estruturar negócios semelhantes; se sofrer vetos ou forte intervenção, a mensagem será de endurecimento adicional no controle de ativos estratégicos. Enquanto isso, a Meta enfrenta mais uma variável geopolítica em sua corrida para consolidar posição de destaque na inteligência artificial.[1][2][3]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Complemento de Informações
**Dados e Contexto:**
O negócio foi anunciado no final de dezembro de 2025, representando um caso raro de aquisição de uma empresa chinesa por uma gigante tecnológica norte-americana[1]. A avaliação situa-se entre US$ 2 e US$ 3 bilhões[2]. A mudança da Manus para Singapura ocorreu após financiamento liderado pela Benchmark, colocando a empresa sob vigilância do Departamento do Tesouro dos EUA[1].
**Perspectivas Diferentes:**
Académicos chineses, como Cui Fan da Universidade de Negócios Internacionais e Economia de Pequim, argumentam que a investigação deve verificar se tecnologias sujeitas a controlo foram desenvolvidas enquanto a empresa operava na China[1]. Analistas ocidentais, como Chris McGuire do Council on Foreign Relations, veem o caso como reflexo da “fratura tecnológica entre China e EUA”[1].
**Próximos Passos:**
A revisão encontra-se numa fase preliminar e pode não resultar em investigação formal[1]. Contudo, se avançar, poderá permit