## INTRODUÇÃO
Convocados a marcar presença em peso, ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltaram a Brasília para participar, na manhã desta quinta-feira (8), de uma cerimônia no Palácio do Planalto em alusão aos três anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O evento, realizado no Salão Nobre e com programação também na área externa, foi pensado pelo Planalto como um gesto político de reafirmação do compromisso com a democracia e de resposta institucional à tentativa de golpe que resultou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília.[1][4][5]
## DESENVOLVIMENTO
A cerimônia faz parte de uma agenda anual criada pelo governo Lula para manter viva na memória do país a gravidade dos ataques de 8 de janeiro, que levaram à prisão de cerca de 1,4 mil pessoas e abalaram a percepção de estabilidade democrática no Brasil.[1] No ato, Lula exaltou o papel das instituições, especialmente o Supremo Tribunal Federal (STF), ao afirmar que a Corte “não se submeteu aos caprichos de ninguém” e que o encontro simboliza a manutenção do Estado Democrático de Direito diante da tentativa de ruptura institucional.[1][6]
Com ministros convocados para demonstrar unidade política, o evento reuniu integrantes do primeiro escalão, comandantes das Forças Armadas, o diretor-geral da Polícia Federal, parlamentares e representantes da sociedade civil.[1][4][5] A solenidade começou com discurso do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que defendeu a punição rigorosa para crimes contra a ordem democrática.[1] Em meio à expectativa sobre o tratamento aos condenados pelos atos golpistas, Lula usou o ato também para se posicionar em relação ao chamado PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso para reduzir penas de envolvidos na trama antidemocrática.[2][6][7]
Na área externa, a programação incluiu a descida da rampa do Planalto, em clima de mobilização simbólica, com Lula ao lado de ministros e outras autoridades, gesto que reforça a mensagem de coesão institucional após o trauma de 2023.[6][7] Em paralelo, o STF e movimentos sociais organizaram atos próprios em Brasília para marcar a data, ampliando o caráter nacional das iniciativas em defesa da Constituição.[4]
## ANÁLISE
A convocação maciça dos ministros e a escolha do Palácio do Planalto como palco central da cerimônia reforçam a intenção do governo de transformar o 8 de janeiro em um marco permanente de vigilância democrática.[1][5][6] Ao contrastar a “vitória da democracia” com a tentativa de golpe, Lula busca fixar na opinião pública uma narrativa na qual o governo aparece como defensor da ordem constitucional, enquanto isola politicamente os responsáveis pelos ataques.[2][6][7] A presença de altos comandos militares e de órgãos de segurança sinaliza esforço para pacificar a relação entre instituições, ao mesmo tempo em que o discurso firme pela punição dos envolvidos responde à pressão de movimentos sociais e setores que rejeitam qualquer anistia.[1][6][7]
## CONCLUSÃO
A volta dos ministros a Brasília para o ato no Planalto projeta uma imagem de governo coeso em torno da defesa da democracia e da responsabilização pelos atos de 8 de janeiro.[1][4][6] Ao transformar a data em cerimônia anual e usá-la para marcar posição sobre temas sensíveis, como o PL da Dosimetria, Lula consolida o episódio como referência política e institucional do mandato.[1][2][6][7] A forma como sociedade e Poderes reagirem daqui em diante indicará se o 8 de janeiro ficará apenas como lembrança traumática ou como ponto de inflexão na cultura democrática brasileira.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
O evento marca **3 anos dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023**, quando cerca de **1,4 mil pessoas foram presas** após depredações nas sedes dos Três Poderes em Brasília.[1][3]
1. **Dados/estatísticas**
– Os atos de 8/1 envolveram tentativa de golpe de Estado e destruição de patrimônio público, com prisões em massa e centenas de ações penais no STF.[1][3]
– Na cerimônia deste ano, Lula vetou integralmente o **PL 2.162/2023 (PL da Dosimetria)**, que reduziria penas de condenados pelos atos.[1][5]
2. **Perspectivas diferentes**
– Para o governo, o ato é defesa da democracia e resposta a golpistas, enfatizando o “dia da vitória da democracia”.[1][5]
– Oposição e setores bolsonaristas tendem a ver a data como politizada e o veto ao PL como perseguição a aliados. (Inferência com base no contexto político recente, não explicitado nas matérias.)
3. **Próximos passos**
– Congresso pode tentar **derruba