## Groenlândia, Otan e o colapso silencioso da ordem atlântica
A crise envolvendo Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos não é um capricho diplomático nem um desvio retórico: é o sintoma mais avançado da erosão da ordem atlântica, da crise interna da OTAN e da p
1. **Resumo dos fatos principais**: A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, tornou-se um ponto de tensão entre os Estados Unidos e a Dinamarca devido ao interesse americano em sua localização estratégica no Ártico e recursos naturais, exacerbando fissuras na OTAN. Essa crise reflete a erosão da ordem atlântica, com desentendimentos sobre soberania e segurança entre aliados históricos.
2. **Atores/pessoas envolvidas**: Groenlândia (governo local), Dinamarca (governo nacional), Estados Unidos (governo e lideranças políticas, como Donald Trump, que expressou interesse em “comprar” a Groenlândia em 2019), e indiretamente outros membros da OTAN.
3. **Contexto histórico relevante**: A Groenlândia tem sido um ponto estratégico no Ártico desde a Guerra Fria, abrigando bases militares americanas como a de Thule, sob acordos com a Dinamarca.
4. **Impacto potencial**: Essa crise pode aprofundar divisões dentro da OTAN, enfraquecendo a coesão da aliança em um momento de crescentes tensões globais com potências como Rússia e China no Ártico.
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
A disputa por **Groenlândia** explicita a crise de confiança na **OTAN** e a fragmentação da liderança ocidental.
1. **Dados/estatísticas**
– A Groenlândia tem cerca de **56 mil habitantes** e é um território autônomo sob soberania dinamarquesa.[5]
– A ilha abriga a base aérea de **Thule**, crucial para radares de alerta nuclear e controle do Atlântico Norte/Ártico.[5]
2. **Perspectivas diferentes**
– **Washington**: Trump afirma que “precisamos da Groenlândia para a segurança nacional”, não descarta opção militar e cogita compra forçada.[1][5][6]
– **Dinamarca/Groenlândia**: rejeitam venda ou anexação, apelando à soberania e ao direito internacional.[2][3][5]
– **Europa continental**: França e Alemanha veem o caso como ameaça direta à coesão da OTAN e à ordem transatlântica.[1][4]
3. **Próximos passos / desenvolvimentos esperados**
– Reunião em **Washington** entre EUA, Dinamarca e Groenlân