## INTRODUÇÃO
Desde o triunfo da Revolução Cubana em 1º de janeiro de 1959, sucessivos governos dos Estados Unidos demonstraram uma obsessão persistente com sua derrubada, implementando um bloqueio econômico severo e promovendo o isolamento diplomático de Cuba. Iniciado sob Dwight Eisenhower e ampliado por John F. Kennedy em 1962, esse embargo visa enfraquecer a economia cubana para gerar descontentamento popular, como preconizado em memorando secreto de Lester D. Mallory em 1960, que defendia “fome, desespero e a derrubada do governo”[1][2][3]. Apesar de condenações anuais da ONU, com apenas três votos contra, a política persiste há mais de seis décadas[1].
## DESENVOLVIMENTO
O bloqueio teve origem imediata nas nacionalizações cubanas de bens americanos, como petroleiras e terras avaliadas em US$ 1 bilhão, que recusavam processar petróleo soviético. Em outubro de 1960, Eisenhower declarou embargo parcial sob a Lei de Comércio com o Inimigo de 1917, cortando relações diplomáticas em 1961 e planejando a invasão da Baía dos Porcos[3][4][5]. Kennedy o totalizou em 1962, após a Crise dos Mísseis, congelando ativos cubanos e proibindo viagens e vendas de alimentos e remédios sem subsídios[4][5][7].
Leis subsequentes reforçaram a medida: a Torricelli (1992) e Helms-Burton (1996), sob George H. W. Bush e Bill Clinton, punem empresas estrangeiras que negociem com Cuba, terceirizando o bloqueio e impedindo sua suspensão sem aval do Congresso[1][3][4]. No “período especial” pós-URSS, Cuba sofreu queda de 30% no PIB; hoje, agrava crises energéticas ao bloquear financiamentos para combustível[1][2].
## ANÁLISE
Essa obsessão reflete temores da Guerra Fria com o comunismo na América Latina, dada a proximidade geográfica de Cuba e seu apoio inicial popular, visto como ameaça à hegemonia dos EUA[1][2][3][6]. Vai além de retaliação por nacionalizações, buscando desestabilizar o regime via sofrimento econômico, como admitido no memorando Mallory, e persiste como rancor ideológico, ignorando condenações globais e evoluções como o bolivarianismo venezuelano[2][5][6]. Mantém tensões regionais e isola os EUA diplomaticamente.
## CONCLUSÃO
O bloqueio, inalterado apesar de governos bipartidários, sufoca Cuba economicamente, mas fortalece sua narrativa de resistência soberana. Perspectivas de normalização dependem de mudanças em Washington, mas persistem obstáculos como a Helms-Burton, perpetuando um ciclo de hostilidade sem resolução à vista[1][4].
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
## Bloqueio Econômico a Cuba: Dados e Perspectivas
**Impacto Econômico**
O bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra Cuba causou prejuízos estimados em **US$ 7,5 bilhões** entre março de 2024 e fevereiro de 2025, representando um aumento de 50% em relação ao período anterior[1]. Cumulativamente, estima-se que o embargo custou à economia cubana **US$ 1,1 trilhão** nos últimos 55 anos[5]. O turismo, principal fonte de divisas, perdeu **US$ 2,5 bilhões** no período analisado[2].
**Objetivos Declarados**
O governo dos EUA busca explicitamente uma “mudança de regime” através da asfixia econômica[1]. A administração Trump reativou medidas restritivas, incluindo suspensão de vistos para intercâmbios culturais e científicos, além de alocar **US$ 400 milhões** para operações de desinformação contra Cuba, Venezuela e Nicarágua[3].
**Perspectivas Internacionais**
A Assembleia