## INTRODUÇÃO
São Paulo, 5 de dezembro de 2025 – A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro, as primeiras entregas de **combustível sustentável de aviação (SAF)** produzido integralmente no Brasil, marcando um marco na descarbonização do setor aéreo. Com volume inicial de 3 mil metros cúbicos (m³), equivalente a um dia de consumo nos aeroportos fluminenses, o produto foi comercializado com distribuidoras do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e é o primeiro a receber certificação de sustentabilidade pela ICAO, via programa Corsia.[1][2][4]
## DESENVOLVIMENTO
O SAF da Petrobras é obtido por coprocessamento de matérias-primas renováveis, como óleo de soja ou óleo técnico de milho residual, com querosene fóssil, resultando em redução de até **87% nas emissões líquidas de CO₂** na parcela renovável. Compatível com aeronaves e infraestrutura existente, ele dispensa adaptações e atende padrões internacionais rigorosos, conforme destacou a presidente Magda Chambriard: “É um produto competitivo e estratégico para metas de descarbonização”.[1][2][4]
A produção inicial ocorreu na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio. A estatal planeja expansão para 2026, iniciando operações na Revap (São José dos Campos-SP), Replan (Paulínia-SP) e Regap (Minas Gerais), visando atender **100% da demanda nacional de SAF até 2029**. A partir de 2027, voos internacionais brasileiros exigirão SAF pelo Corsia, com uso progressivo em domésticos pela Lei do Combustível do Futuro.[1][2][5]
Globalmente, o SAF representa menos de 1% do consumo aéreo, com preços até três vezes superiores ao querosene convencional, e metas da Iata, como 10% até 2030, em risco.[1][3]
## ANÁLISE
Esse lançamento posiciona o Brasil como referência em SAF, aproveitando refino instalado, biocombustíveis e matérias-primas vegetais abundantes. Significa avanço regulatório e produtivo para cumprir obrigações internacionais de redução de emissões, fortalecendo a aviação sustentável e gerando oportunidades econômicas. Contudo, desafios como custo elevado e escala global limitada testam a viabilidade, demandando investimentos contínuos.[3][5]
## CONCLUSÃO
A Petrobras pioneira no SAF nacional impulsiona a transição energética da aviação brasileira. Com expansão prevista, o país caminha para autossuficiência até 2029, alinhado a metas globais de carbono zero até 2050.[1][3][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Petrobras iniciou entregas de SAF 100% nacional na Reduc (RJ), com 3 mil m³ – volume para 1 dia de consumo nos aeroportos fluminenses –, certificado ISCC-CORSIA e redução de até 87% nas emissões de CO₂.[3][4]**
**Dados/estatísticas:** Coprocessamento permite 1-1,2% de conteúdo renovável na Reduc; meta de 100% da demanda nacional até 2029 via 4 refinarias (Reduc, Revap, Regap, Replan), com capacidades de até 5% em Replan.[1][3] Projetos totais visam 1,1 bilhão de litros/ano.[2]
**Perspectivas diferentes:** Petrobras vê coprocessamento como rota rápida e competitiva para descarbonização;[1][3] Firjan alerta para urgência até 2027, destacando 6 projetos nacionais (ex.: 500 mi L/ano na Zona Franca de Manaus em 2026); governo enfatiza fortalecimento econômico e regulatório.[2][5][6]
**Próximos passos:** Início em Regap/Replan (2º sem. 2026); unidades dedicadas pós-2029 (RPBC: