## INTRODUÇÃO
Em 2025, movimentos populares do campo e da cidade intensificaram mobilizações nas ruas, praças e redes sociais, unificando pautas como o fim da escala 6×1, redução da jornada de trabalho sem perda salarial e ampliação da isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil. Essas ações pressionaram o governo Lula a enfrentar um Congresso hostil e elites políticas e econômicas, conquistando vitórias como a derrubada de PECs conservadoras e avanços na agenda social.[1][2][6]
## DESENVOLVIMENTO
Desde o início do ano, frentes como Brasil Popular e Povo Sem Medo, incluindo MST, CUT e Marcha Mundial das Mulheres, organizaram o Plebiscito Popular, que reuniu 1,5 milhão de votos até outubro. Em 1º de outubro, representantes entregaram o resultado parcial a Lula no Planalto, no mesmo dia da votação no Congresso sobre isenção de IR, coincidindo com marchas contra a escala 6×1. Lula elogiou a iniciativa como “novidade importante para a luta social”, reforçando a participação popular.[1][2]
Em setembro, manifestações de 21 de setembro mudaram a correlação de forças no Congresso, derrubando uma PEC e demonstrando o poder das ruas apesar de desafios como informalidade e crise habitacional. No final do ano, a 10ª Reunião do Conselho de Participação Social, com 67 organizações e coordenação de Guilherme Boulos, apresentou balanços e demandas como fim do feminicídio e respeito a territórios tradicionais, com Lula propondo reuniões a cada dois meses.[3][4][5]
## ANÁLISE
Essas mobilizações marcam uma redefinição do equilíbrio político, forçando Lula a encarnar bandeiras populares contra interesses conservadores no Congresso. Líderes como Igor Felippe e Ana Priscila destacam 2025 como ano de avanço do campo popular, unificando pautas trabalhistas e sociais em um contexto de tensão desde 2023. A pressão das ruas compensou a perda de força em alguns instrumentos, fortalecendo a agenda progressista.[1][4][6]
## CONCLUSÃO
Movimentos populares garantiram conquistas em 2025, empurrando o governo a priorizar trabalhadores contra elites. Para 2026, o diálogo via Conselho de Participação Social e novas mobilizações pode aprofundar reformas tributárias e sociais, redefinindo a democracia participativa no Brasil.[3][5]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
Em 2025, movimentos populares unificaram pautas contra Congresso hostil, com atos como Acampamento Terra Livre (10 mil em Brasília), 21/09 (centenas de milhares, barrando PEC da Blindagem e PL da Anistia) e Marcha das Mulheres Negras (100 mil).[1][6][7]
**Dados/estatísticas:** 65 mil famílias acampadas sem assentamento (MST); letalidade policial +188% (2013-2023); 712 mortes por PM em SP (2024); 36 protestos em 33 municípios em 7/09; 33 cidades com atos anti-anistia.[2][3][4][6]
**Perspectivas diferentes:** Progressistas veem vitórias na pressão ao gov. Lula contra elites e soberania vs. EUA.[7][9] Críticos (MST/MTST) alertam ofensiva da extrema-direita no Congresso e promessas não cumpridas em agrária/saúde.[2][3]
**Próximos passos:** Jornada agrária (assentamentos); Política de Cuidados; luta anti-violência policial (Conferência Igualdade Racial, Marcha Mulheres Negras)