## INTRODUÇÃO
O Ministério da Saúde destinou R$ 1 bilhão para 3.498 Santas Casas e hospitais filantrópicos em todo o Brasil, por meio da Portaria GM/MS nº 9.760, publicada em edição extra do Diário Oficial da União em 26 de dezembro de 2025. Como parte do programa **Agora Tem Especialistas**, o recurso visa ampliar o atendimento especializado no SUS, com reajustes anuais nos valores de procedimentos e valores até três vezes maiores que a antiga Tabela SUS para combos de consultas, exames e cirurgias, reduzindo filas e melhorando o acesso da população.[1][4][5]
## DESENVOLVIMENTO
A portaria regulamenta os recursos previstos na Lei nº 14.820/2024, com repasse em parcela única a partir de janeiro de 2026, diretamente aos fundos estaduais e municipais de saúde. Desse total, R$ 800 milhões vão para o custeio direto de procedimentos especializados, e R$ 200 milhões incrementam o Teto de Média e Alta Complexidade (Teto MAC) dos estados, beneficiando instituições sem fins lucrativos.[1][4]
Santas Casas e hospitais filantrópicos, que atendem parcela expressiva da assistência especializada no SUS, enfrentam historicamente dificuldades financeiras, mas esse novo modelo garante reajustes anuais baseados na produção hospitalar do ano anterior. Em Adamantina (SP), por exemplo, o repasse é de R$ 515.024,62, distribuídos entre Santa Casa, Clínica PAI Nosso Lar, Apae e Rede de Combate ao Câncer. A Confederação das Santas Casas (CMB) celebra a medida como avanço para a sustentabilidade do setor.[1][4]
O ministro Alexandre Padilha destacou que o financiamento estimula o atendimento completo e rápido, fortalecendo a parceria entre governo federal e filantrópicos.[1]
## ANÁLISE
Essa destinação significa um equilíbrio maior no financiamento do SUS, reconhecendo o papel crucial das Santas Casas, que realizam milhões de procedimentos anualmente apesar de déficits crônicos. Ao triplicar valores para pacotes integrados, a iniciativa pode reduzir esperas por especialistas, modernizar serviços e integrar sistemas digitais, como prontuários eletrônicos, promovendo eficiência e acesso equitativo em todas as regiões.[1][3][4]
## CONCLUSÃO
Em resumo, os R$ 1 bilhão fortalecem 3.498 instituições filantrópicas, ampliando especialidades no SUS via **Agora Tem Especialistas**. Perspectivas incluem menor sobrecarga em hospitais públicos e maior qualidade assistencial, com monitoramento da execução em 2026 para ajustes futuros.[1][4]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas:** Portaria GM/MS nº 9.760/2025 destina R$ 1 bi a 3.498 Santas Casas e hospitais filantrópicos: R$ 800 mi para custeio de procedimentos (reajuste de 4,4% sobre produção 2024, vs. 3,5% anterior; 2-3x mais que tabela SUS antiga) e R$ 200 mi ao Teto MAC. Exemplos: Santa Casa de Maceió (AL) recebe R$ 3,06 mi.[1][3][6]
**Perspectivas diferentes:** Governo destaca ampliação de atendimentos especializados via **Agora Tem Especialistas**, reduzindo desigualdades regionais.[1][2] CMB celebra como avanço para sustentabilidade e equilíbrio econômico-financeiro, per Lei 14.820/2024.[6]
**Próximos passos:** Repasse em parcela única a fundos estaduais/municipais a partir de jan/2026; efeitos financeiros valem de 1º/1/2026; foco em mais produção assistencial no SUS.[1][3][6]
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