## INTRODUÇÃO
As festas de fim de ano, como Natal e Réveillon, tradicionalmente marcadas por grandes celebrações, reencontros e alegria, também reacendem o debate sobre o uso de fogos de artifício com estampido. Esses artefatos, símbolos de empolgação para muitos, geram poluição sonora intensa que provoca irritabilidade, distúrbios do sono, ansiedade severa e agravamento de doenças metabólicas, cardiovasculares e digestivas em humanos, especialmente em crianças neurodivergentes, idosos, pessoas com autismo e pacientes hospitalizados. Animais de estimação e silvestres sofrem pânico, estresse e fugas descontroladas, tornando a tradição um risco à saúde pública e ao bem-estar animal.[1][2][3]
## DESENVOLVIMENTO
O barulho dos fogos com estampido, que pode ultrapassar 100 decibéis, afeta grupos vulneráveis de forma aguda. Em pessoas com transtorno do espectro autista (TEA), idosos e internados, os ruídos desencadeiam crises de pânico, desregulação sensorial e necessidade de proteções como fones com cancelamento de ruído. Para animais, como cães e gatos, o impacto inclui tremores, perda de controle e riscos de acidentes. Profissionais de saúde e ativistas destacam esses efeitos como problemas de saúde pública, enquanto fabricantes e tradicionalistas defendem a tradição cultural.[1][2][5]
No Brasil, não há lei federal única proibindo os fogos ruidosos; um decreto de 1942 limita a venda a menores de 18 anos para cargas acima de 0,25g de pólvora e veta queimas perto de hospitais e escolas. Estados como Maranhão, Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás, Amapá e o Distrito Federal impõem limites de 70 a 100 decibéis. O Projeto de Lei nº 5/2022, aprovado no Senado, proíbe fabricação, venda e uso de fogos acima de 70 decibéis e aguarda a Câmara. Em 2023, o STF autorizou municípios a legislar sobre o tema.[1][2][3]
## ANÁLISE
Esse debate reflete a tensão entre tradição festiva e inclusão social. Os fogos com estampido perpetuam desigualdades, excluindo vulneráveis e gerando conflitos entre defensores da cultura e ativistas pela saúde. A adoção de fogos silenciosos, que priorizam visuais sem ruído, sinaliza uma evolução para celebrações seguras e empáticas, alinhada à conscientização crescente sobre saúde mental e bem-estar animal. Sem regulação federal uniforme, persistem disparidades regionais e riscos evitáveis.[2][3]
## CONCLUSÃO
O uso de fogos com estampido nas festas de fim de ano expõe contradições entre alegria coletiva e sofrimento individual. Com avanços legislativos como o PL 5/2022, perspectivas apontam para proibições mais amplas e opções silenciosas, promovendo festas inclusivas. A conscientização coletiva pode transformar a tradição em celebração responsável para todos.[2][3]
## ANÁLISE COMPLEMENTAR
**Dados/estatísticas:** SUS registrou 1.548 internações por ferimentos com fogos (2019-2022, média de 1/dia); em 2024 (jan-set), 288 casos (+6% vs. 2023). Em 2025, média de 7 atendimentos diários por queimaduras com fogos; Paraná teve 831 atendimentos (jan-junho).[1][2][7][4]
**Perspectivas diferentes:** Críticos destacam riscos à saúde (autistas, idosos, animais), poluição (partículas finas triplicam) e acidentes; defensores valorizam tradição cultural nas festas.[1][2] Alternativas: fogos silenciosos ou drones.
**Próximos passos:** Mais proibições (ex.: Praga), campanhas preventivas do MS e Bombeiros para Réveillon 2025/2026, priorizando shows pirotécnicos controlados e conscientização.[2][4]
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